
Protestos de membros do MST. "Agência Brasil". Licensed under Copyrighted free use via Commons
A crise económica mundial que afeta o Brasil teve graves consequências políticas. Os cortes nos programas de infraestruturas e políticas sociais estão na ordem do dia. Começou com a privatização da educação. Os Estados que foram, no passado, símbolos do PT, como o estado de Rio Grande do Sul (agora governado pelo PMDB, um partido de centro-direita aliado federalmente com o PT) e o estado de Paraná (com um governador do PSDP, partido social democrata de F.H. Cardoso) adoptam agora medidas neoliberais tanto em áreas económicas como sociais.
A popularidade da presidente Dilma Rousseff encontrasse por debaixo dos 10%. Entre o dia 21 e 25 de setembro, o MST organizou em Brasília o segundo encontro nacional de educadores e educadoras da reforma agraria. Tratam-se de professores de todos os níveis, desde a alfabetização passando pela escola primária, até à universidade, que se dedicam à educação nos enclaves do MST e de outros movimentos rurais. Os programas são apoiados pelo Estado e diversos acordos foram assinados com universidades, principalmente estatais. Desde o princípio desta iniciativa em 1998, dezenas de milhares de alunos passaram por este sistema educativo.