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O que aconteceu na Nova Zelândia não foi casualidade

O ataque na Nova Zelândia deve nos fazer refletir sobre as maneiras pelas quais a violência e o ódio tentam fraturar nossas democracias.

O que aconteceu na Nova Zelândia não foi casualidade
Membros do público homenageiam as vítimas durante uma comemoração dos ataques na Mesquita Al Noor em Christchurch, Nova Zelândia, em 19 de março de 2019. | (AAP Image/Mick Tsikas). Todos los derechos reservados.
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O que aconteceu na Nova Zelândia não é um evento isolado. Sem dúvida, este é um fenômeno que tem raiz na islamofobia levada ao extremo, que teve como resultando um massacre desconcertante que deixou 50 mortos e 50 feridos. O ataque na Nova Zelândia é a pior ação terrorista perpetrada por um militante da extrema direita na história moderna do país oceânico.

Esse ato de violência nos leva a investigar o futuro do chamado discurso do ódio, e também nos faz refletir sobre a maneira pela qual a radicalização ideológica leva a fenômenos incompreensíveis, no qual racismo e xenofobia culminam em um nível de violência que busca o fim das nossas sociedades multiculturais.

Para o autor do ataque, a razão para cometer este crime foi clara: vingar a morte de milhares de pessoas assassinadas por "invasores estrangeiros". As teorias que circulam entre os grupos de extrema direita, como a "Grande Substituição" - um panfleto racista que aponta que os povos europeus estão sendo substituídos por populações de imigrantes não europeus - são outro exemplo de quão perigosa é a propagação e a legitimidade de o discurso de ódio.