Embora a maioria dos países tenha estado sob alguma forma de quarentena nos últimos 12 meses, tem havido uma discussão crescente sobre os efeitos prejudiciais do isolamento prolongado e da falta de coesão social – não apenas na saúde mental das pessoas, mas em sua vulnerabilidade a várias formas de extremismo.
No ano passado, o chefe da Unidade de Extremismo e Contraterrorismo do País de Gales (WECTU, por sua sigla em inglês) alertou que a pandemia poderia aumentar o risco de radicalização entre os jovens. Há temores de que a direita radical tenha descoberto uma oportunidade de alinhar as críticas e teorias da conspiração da Covid-19 com os antigos tropos e narrativas de extrema direita.
O isolamento social, ou solidão, é reconhecido como uma das vulnerabilidades que pode levar à radicalização ou potencial exploração, de acordo com a CONTEST, a estratégia antiterrorismo do Reino Unido.