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Protestos voltam a incendiar o Equador

A reação (e repressão) do governo à mobilização social liderada pelo movimento indígena já causou fatalidades

Jovens indígenas da província de Cotopaxi protestam
Indígenas de todo o Equador se dirigiram a Quito para protestar contra o governo Lasso
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A atual greve nacional e a mobilização da Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie) marcam o primeiro grande protesto enfrentado pelo presidente Guillermo Lasso desde que assumiu o poder em 2021. As manifestações têm crescido em grande parte devido às ações do próprio governo, o que gerou forte rejeição e trouxe vários setores para a greve.

O partido governista acusa os organizadores do movimento de tentar desestabilizar o governo. As Forças Armadas chegaram a apontar ligações entre facções criminosas e as manifestações. Por outro lado, as organizações sociais afirmam que são as próprias ações repressivas do governo que abalam as instituições democráticas.

Chaves para entender os protestos

Em junho de 2021, a Conaie abriu diálogos com o governo para apresentar uma série de propostas – que foram rejeitadas. Como resultado das diversas tentativas frustradas, a organização indígena encerrou as conversas em novembro. A tensão escalou a partir daí, culminando com a convocação de uma greve nacional em 13 de junho que faz dez demandas fundamentais.