A luta anti-racista não é uma guerra dos negros contra os brancos. Entretanto, acreditar que somos todos iguais é desconsiderar o significado de mortes como a de George Floyd e perpetuar a normalização de status sociais determinados pelo racismo e a continuação de uma estrutura desigual, classista, sexista e racista.
Os negros foram e são vítimas da pior violência e da negação de direitos em diferentes partes do mundo. Com muita frequência, esses ataques violam o princípio universal que dá sentido a todas as garantias cívicas: o direito à vida.
Esta dura realidade foi trazida à tona pela onda de protestos que começou na região metropolitana de Minneapolis, nos Estados Unidos, em 26 de março. Foram essas manifestações que conseguiram colocar na agenda mundial um tema que todos conhecem, mas do qual muito poucos falam. Foi preciso viralizar um vídeo de um homem afro-americano sendo sufocado até a morte por um policial branco em plena luz do dia para trazer o racismo de volta ao mainstream da mídia mundial; para abrir o debate na sociedade e falar sobre ele, sem a limitação do desconforto daqueles que não querem ouvir.