Uma casa aparentemente sem nada de mais na Rua Irán, no sudeste de Santiago, capital do Chile, esconde uma história sombria. A estrutura de dois andares foi usada para deter, torturar e assassinar oponentes políticos durante a ditadura chilena de Augusto Pinochet (1973-1990).
O uso generalizado de violência sexual contra os detidos, que permaneciam sempre com os olhos vendados, gerou o macabro nome “Venda Sexy” (de venda para os olhos), supostamente cunhado pelos autores das atrocidades.
As mulheres foram particularmente alvo de abuso sexual, estupro, gravidez forçada, aborto e assédio sexual. Um cão pastor alemão chamado Volodia foi treinado para estuprar reclusos. Tanto os prisioneiros homens como mulheres foram submetidos a espancamentos, enforcamentos, choques elétricos, roleta russa, asfixia e privação de sono, entre outros métodos de tortura. Os prisioneiros chamavam o centro de detenção secreta, a Discoteca, devido aos agentes de Pinochet tocarem música alta o tempo todo.