A Venezuela se prepara para realizar eleições presidenciais e legislativas em 2024 e 2025, respectivamente, em condições claramente favoráveis ao governo do presidente Nicolás Maduro. As negociações entre o governo e a oposição estão novamente paralisadas. Enquanto isso, persiste a crise econômica que levou um quarto da população venezuelana a deixar o país.
Com alguns políticos da oposição banidos, partidos sequestrados e nenhum observador eleitoral profissional presente, uma eleição conduzida nos termos do governo deixaria a crise da Venezuela sem solução e a maioria das sanções dos EUA em vigor, ameaçando piorar a difícil situação econômica do país. O impacto pode continuar a ser sentido em toda a região, especialmente na vizinha Colômbia.
Os Estados latino-americanos e as potências estrangeiras devem pressionar pela retomada urgente das negociações com o objetivo de chegar a acordos concretos. Washington deve intensificar a diplomacia bilateral com Caracas e oferecer um alívio tangível nas sanções para tentar persuadir Maduro a retornar às negociações e fazer concessões eleitorais para evitar o aprofundamento do conflito.