No últimos dias de março, as maras, como são conhecidas as notórias gangues de El Salvador, saíram às ruas do país, atirando sem critérios em quem cruzava seu caminho. Em apenas quatro dias, El Salvador registrou 89 homicídios, mais do que os 79 que o país registrou em todo o mês de fevereiro. Só no sábado, houve 62 assassinatos, transformando esse 26 de março no dia mais sangrento da história do país desde o fim da guerra civil em 1992. Dada a grave situação, o presidente Nayib Bukele declarou estado de emergência.
A notícia é um choque para os salvadorenhos, que nos últimos dois anos e meio se acostumaram a viver em relativa paz no que antes era o país mais perigoso do mundo fora de situação de guerra.
Ao longo do século 21, El Salvador registrou uma média entre 60 e 70 homicídios por 100 mil habitantes, com anos em que a taxa chega a ser até três vezes mais alta da de países como Brasil e México, exemplos regionais conhecidos por sua insegurança.