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As milícias
Até 2008, na Venezuela, as chamadas milícias nada mais eram do que reservistas voluntários que podiam complementar ou apoiar a Força Armada Nacional (FAN) em casos extremos ou de emergência. Após essa data, eles passam a receber mais espaço institucional. Eles começam a desempenhar tarefas de Defesa Integral da Nação, que podem ser qualquer coisa, uma vez que é um conceito bastante amplo e flexível.
Pelo que pode ser visto na vida cotidiana, os critérios de recrutamento e seleção são muito baixos – qualquer pessoa pode se inscrever – e é comum ver idosos com esses uniformes nas ruas ou cumprindo pequenas tarefas em estabelecimentos públicos. Não se sabe até que ponto poderia ser um recurso de propaganda para ampliar a força militar.
Em novembro de 2019, funcionários do governo disseram que o número de milicianos era de 3,3 milhões, mas seria um exagero afirmar que operam como um exército profissional, capaz de lidar com situações que justificam a defesa militar do território.