
Ativistas reunidos em frente ao prédio do New York Times, no centro de Manhattan, em Nova York, no domingo 26 de fevereiro de 2017. Richard B. Levine / Sipa EUA / PA Images. Todos os direitos reservados.
O fim da história, que vaticinou Francis Fukuyama no seu famoso ensaio, não se cumpriu, e o triunfo da ordem liberal com a rápida conversão em democracias liberais das grandes e pequenas autocracias, inseridas na potente dinâmica transformadora da globalização capitalista, acabou por não ter lugar. O mundo plano que predisse Thomas Friedman afinal é uma montanha.
A democracia liberal, como sistema inventado para pensar a política como a arte de alcançar o bem comum, que se imponha e regule as forças do mercado, as tendências autoritárias da acumulação de poder, e a natureza exclusiva das minorias maioritárias, não parece ter superado a suas contradições intrínsecas.