Foi com o saldo das casas de duas lideranças Munduruku incendiadas por garimpeiros, durante uma operação da Polícia Federal (PF) para combater o crime no território indígena, que as forças de segurança decidiram deixar o território. O governo alegou falta de recursos para dar continuidade à operação e o Ministério Público Federal (MPF) teve que intervir exigindo o retorno das forças federais após indignação dos Munduruku.
O episódio foi um dos ápices recentes da violência da invasão garimpeira em terras indígenas, e ocorreu no território Munduruku em Jacareacanga, no sudoeste do Pará, no dia 25 de maio, quase um mês depois do fim da segunda operação da GLO da Amazônia, a Verde Brasil II, que por quase um ano comandou toda a fiscalização ambiental no bioma.
Ceci*, liderança Munduruku que conversou com o openDemocracy mas preferiu não ser identificada, observa que, para quem vive no território, ficou nítida a piora no combate ao crime ambiental, principalmente o garimpo, com a GLO.