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Alinhado ao governo, comando da GLO da Amazônia evitou fiscalizar garimpos em terras indígenas

Dados mostram quedas nos autos de apreensão do Ibama enquanto militares comandavam operações. Servidores denunciam motivo político por trás de vista grossa do Exército

Alinhado ao governo, comando da GLO da Amazônia evitou fiscalizar garimpos em terras indígenas
Ilustração: Ana Clara Moscatelli/openDemocracy
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Foi com o saldo das casas de duas lideranças Munduruku incendiadas por garimpeiros, durante uma operação da Polícia Federal (PF) para combater o crime no território indígena, que as forças de segurança decidiram deixar o território. O governo alegou falta de recursos para dar continuidade à operação e o Ministério Público Federal (MPF) teve que intervir exigindo o retorno das forças federais após indignação dos Munduruku.

O episódio foi um dos ápices recentes da violência da invasão garimpeira em terras indígenas, e ocorreu no território Munduruku em Jacareacanga, no sudoeste do Pará, no dia 25 de maio, quase um mês depois do fim da segunda operação da GLO da Amazônia, a Verde Brasil II, que por quase um ano comandou toda a fiscalização ambiental no bioma.

Ceci*, liderança Munduruku que conversou com o openDemocracy mas preferiu não ser identificada, observa que, para quem vive no território, ficou nítida a piora no combate ao crime ambiental, principalmente o garimpo, com a GLO.