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Como dois anos de militares comandando a Amazônia levou ao desmonte da fiscalização ambiental

Após investir meio bilhão na GLO da Amazônia, governo ignora redução em multas e aumento de crimes ambientais e estende projeto até setembro

Como dois anos de militares comandando a Amazônia levou ao desmonte da fiscalização ambiental
O astronauta da ESA Luca Parmitano tirou esta imagem, entre uma série, do seu ponto de vista 400 km acima da Terra em 24 de agosto de 2019 | ESA/NASA – L. Parmitano
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O fogo chegou cedo na Amazônia neste ano. A floresta registrou, no mês passado, 2.308 focos de incêndio, o maior número para junho nos últimos 14 anos. Após a primeira metade do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), o início da atual temporada de queimadas parece ironizar os resultados da nova e devastadora política ambiental do Brasil.

Há dois anos se iniciava a conjuntura que mudou a história da fiscalização ambiental brasileira. A Amazônia batia recordes históricos de focos de queimadas, a fumaça fazia o dia virar noite a milhares de quilômetros de distância no sudeste do país, e o governo Bolsonaro, após uma crise diplomática internacional, decidia colocar as Forças Armadas (FA) no controle dos órgãos ambientais brasileiros.

O decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que inaugurou a operação Verde Brasil I, em agosto de 2019, renovada para a Verde Brasil II em maio do ano seguinte, completa 23 meses. Foram R$ 530 milhões de reais, 84% do caixa da operação Lava Jato, empenhados diretamente no Comando Militar do Norte para as ações na Amazônia.