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Servidores do Ibama denunciam negacionismo de militares da GLO da Amazônia com pandemia

População de município do Amazonas chegou a protestar contra militares que se recusaram a cumprir protocolos contra Covid-19

Servidores do Ibama denunciam negacionismo de militares da GLO da Amazônia com pandemia
Ilustração: Ana Clara Moscatelli/openDemocracy
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No auge da primeira onda da pandemia de Covid-19 no Brasil, em junho de 2020, um grupo de fiscais do Ibama se contaminou com o vírus após se deslocar, de diferentes estados, para uma operação de fiscalização de crimes ambientais em Rondônia. Além do pico da primeira onda do vírus, que, na época, passava pelo processo de interiorização pelo país, os servidores denunciam um outro fator que facilitou sua contaminação em massa.

Era o segundo mês da Operação Verde Brasil II da GLO da Amazônia e o planejamento da operação, apesar de ter sido inicialmente construído pelo Ibama, foi todo modificado pelo Comando do Exército assim que os fiscais pisaram em campo. Segundo relatos de múltiplos entrevistados ouvidos pelo openDemocracy, o negacionismo do Exército contribuiu para espalhar a doença tanto entre os servidores quanto entre a população em geral.

A operação em Rondônia foi a primeira e única entre as comandadas pela GLO que o fiscal Maurício*, servidor do Ibama desde 2005, participou. Ele relata que, além de uma série de arbitrariedades logísticas que aumentaram o risco de contaminação, o Exército não cumpriu em nenhum momento qualquer protocolo de segurança contra a Covid-19.