Em reunião do final de novembro, os países membros da Conservação dos Recursos Vivos Marinhos Antárticos (CCAMLR) adiaram novamente a assinatura de um novo acordo internacional para a proteção de áreas marinhas do Oceano Antártico. A notícia é preocupante, pois o Oceano Antártico abriga alguns dos ecossistemas mais importantes e vulneráveis do planeta e suas correntes são responsáveis pela manutenção da biodiversidade marinha em todo o mundo.
Um bem coletivo internacional
A Antártica é o quarto maior continente do mundo. Entretanto, o clima difícil e as condições de acesso significam que este lugar é praticamente desabitado – com exceção daqueles que trabalham nas bases científicas da área – e que é uma das últimas áreas inexploradas do planeta.
A competição global pelo controle da Antártica começou em 1904, quando a Argentina instalou a primeira estação científica permanente no continente. Pouco depois, Chile, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, França e Noruega também começaram a reivindicar a soberania sobre partes da Antártica, o que contribuiu para agravar outras disputas territoriais, como a entre Argentina e Reino Unido sobre as Ilhas Malvinas (ou Falklands, na denominação britânica) no vizinho Atlântico Sul.