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A Convenção Constitucional do Chile finalmente entra em ritmo frenético

Os constituintes têm até 4 de julho para escrever a nova Constituição. Será tempo suficiente?

Um membro da Assembleia Constituinte do Chila em sessão
Um membro da Assembleia Constituinte do Chila em sessão
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O tempo passou voando para os constituintes chilenos. Após um primeiro semestre marcado por simbolismos inovadores em uma Convenção Constitucional presidida pela acadêmica mapuche Elisa Loncón, a partir de 5 de janeiro o processo passou a ser liderado pela dentista María Elisa Quinteros, representante independente dos Movimentos Sociais, que terá uma gestão focada em assuntos operacionais.

Quinteros e seu vice-presidente, Gaspar Domínguez, médico rural e ativista LGTBIQ+ do coletivo Independentes Não Neutros, visam melhorar a implantação da comunicação; concretizar o processo de consulta com os povos originários que vivem no Chile; e abrir caminho para o “plebiscito de saída”, através do qual os cidadãos irão aprovar ou rejeitar a nova Constituição.

A mudança na presidência da Convenção Constitucional foi precedida pela eleição de Gabriel Boric como presidente do Chile, o que diminuiu o clima de tensão entre os constituintes. Temia-se que a vitória do candidato de extrema-direita, José Antonio Kast, prejudicasse a convenção, de maioria progressista. Após sua vitória, Boric disse que também não queria uma "convenção a serviço do nosso governo". "A Convenção vai além da conjuntura; afirmamos que respeitamos integralmente a autonomia da convenção e institucionalmente nos colocamos à disposição para o seu melhor funcionamento", disse.