Skip to content

Convenção Constitucional chilena conclui funções em meio à desinformação

Apenas 10,5% dos cidadãos do Chile leram o projeto da nova Constituição na íntegra

Homem carrega bandeira do Chile
A apenas três meses depois do plebiscito de ratificação da nova Carta Magna, as fake news continuam tomando conta dos meios de comunicação
Published:

A constituinte chilena Beatriz Sánchez atende o telefone enquanto viaja para Osorno, cidade no sul do Chile, onde se encontrará com um grupo de feministas interessadas em ler o rascunho da Constituição que os 154 constituintes prepararam durante 10 meses.

Em maio, a Convenção Constitucional concluiu a construção das normas constitucionais, encerrando as funções de mais de 60 constituintes que não irão participar de nenhuma das três últimas comissões do processo – Preâmbulo, Normas Transitórias e Harmonização. No entanto, esses constituintes têm agora uma missão talvez ainda mais difícil: divulgar os artigos e transmitir seu conteúdo para a população, que votará, em setembro, contra ou a favor da nova Carta Magna.

É justamente a falta de informação dos cidadãos que preocupa Sánchez. “Nós nos deparamos com muita desinformação. As pessoas nos fazem diversas perguntas que não têm nada a ver com o texto. Por exemplo, perguntam se é verdade que a partir de agora não vão ser mais proprietárias de suas casas, referindo-se ao artigo sobre direito à habitação”, afirma.