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COP26: A América Latina chega já atrasada

A região avançou pouco na luta pelo clima, com Brasil, Argentina, Colômbia e México impondo os maiores obstáculos

Bandeira da Escócia perto de moinho de vento
A conferência sobre o clima começa dia 31 de outubro, na Escócia - Alamy Stock Photos
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Diante da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-26) em Glasgow que começa no próximo domingo, 31 de outubro, o openDemocracy/democraciaAbierta conversou com Javier Dávalos, diretor do programa de mudanças climáticas da Associação Interamericana para a Defesa do Ambiente (AIDA), sobre as negociações e a situação dos países latino-americanos às vésperas do encontro multilateral.

NDCs e metas mais ambiciosas

Para Dávalos, é fundamental que a COP26 aborde as atualizações das contribuições determinadas em nível nacional.

Quando o Acordo de Paris foi ratificado, cada país signatário se comprometeu a reduzir suas emissões nacionais e se adaptar aos efeitos das mudanças climáticas. Para dar seguimento a esse compromisso, foram criadas Contribuições Nacionalmente Determinadas, ou NDCs pela sigla em inglês. As NDCs estão no cerne do acordo, porque incorporam os esforços com os quais o país está comprometido e o que pretende fazer para reduzir suas emissões.