Diante da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-26) em Glasgow que começa no próximo domingo, 31 de outubro, o openDemocracy/democraciaAbierta conversou com Javier Dávalos, diretor do programa de mudanças climáticas da Associação Interamericana para a Defesa do Ambiente (AIDA), sobre as negociações e a situação dos países latino-americanos às vésperas do encontro multilateral.
NDCs e metas mais ambiciosas
Para Dávalos, é fundamental que a COP26 aborde as atualizações das contribuições determinadas em nível nacional.
Quando o Acordo de Paris foi ratificado, cada país signatário se comprometeu a reduzir suas emissões nacionais e se adaptar aos efeitos das mudanças climáticas. Para dar seguimento a esse compromisso, foram criadas Contribuições Nacionalmente Determinadas, ou NDCs pela sigla em inglês. As NDCs estão no cerne do acordo, porque incorporam os esforços com os quais o país está comprometido e o que pretende fazer para reduzir suas emissões.