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A Covid-19 não freia o desmatamento da Amazônia no Brasil e na Colômbia

Com números alarmantes em ambos países, a destruição da floresta virgem, que produz 20% do oxigênio do mundo, se aproxima do ponto de não retorno.

A Covid-19 não freia o desmatamento da Amazônia no Brasil e na Colômbia
Deforestación por incendios en Candeiras do Jamari, Amazonas. | Foto: Victor Moriyama/Greenpeace.
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A Amazônia se estende por oito países da América Latina – Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana e Suriname – e cobre cerca de 40% do continente sul-americano. É também um berço de biodiversidade e lar da maior floresta tropical do planeta, que absorve 10% das emissões de dióxido de carbono e produz 20% do oxigênio do mundo.

A floresta tropical amazônica é um recurso estratégico para a humanidade, mas o desmatamento continua sendo um dos golpes mais duros para a região e para o mundo. De acordo com um artigo da WWF, a "Amazônia legal" perdeu mais de 3.000 km2 durante o primeiro semestre de 2020 no Brasil.

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) do Brasil, de 1º de janeiro a 30 de junho deste ano, foram perdidos 3.070 quilômetros quadrados de vegetação, 26% a mais do que no mesmo período de 2019.