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O debate econômico sobre o ‘equilíbrio fiscal’, uma ladainha sem fim

O Brasil precisa de um governo com o poder de transmitir sua opção definitiva e incontornável pela conquista de uma sociedade mais justa e igualitária

Avenida Paulista iluminada
Avenida Paulista à noite - Alamy Stock Photo
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O debate econômico sobre a questão do “equilíbrio fiscal” é tão antigo e tão repetitivo que às vezes lembra uma polifonia medieval, em que as vozes se alternam repetindo as mesmas frases e os mesmos acordes infinitas vezes, como se fosse um mantra, ou uma “ladainha sem fim”.

O fraseado pode mudar através do tempo, mas a essência dos argumentos é sempre a mesma, há mais de 200 anos.

Seja pelo lado dos liberais ou monetaristas, que defendem o imperativo absoluto do “equilíbrio fiscal”, seja pelo lado dos desenvolvimentistas ou keynesianos, que consideram que o crescimento econômico exige políticas fiscais menos rígidas e mais expansionistas.