Em seu penúltimo livro “Diante da dor dos outros” a escritora norte-americana Susan Sontag revisita seus escritos de “Sobre a fotografia” após se deparar com as fotos das torturas perpetradas por militares dos EUA contra prisioneiros indefesos em Abu Ghraib. Essas fotos assustadoras foram tiradas pelos próprios algozes como diversão sádica. Sontag então se questiona sobre a coragem como virtude, se ela teria um valor em em si mesma. Para perpetrar um massacre numa escola ou lançar um avião contra um prédio há mesmo que se ter muita coragem - mas nem sempre ela está motivada por justiça ou um bem comum.
É nesse sentido que reconheço que Eduardo Leite é corajoso.
Do pinkwashing às privatizações suspeitas, chegando ao cúmulo de apoiar uma cisão xenófoba no país, é evidente a desmesura de sua ilusão de poder; e inevitável imaginar o seu destino.