A pandemia de Covid-19 arrastou as classes médias da América Latina e do Caribe para estratos mais baixos, mas a situação poderia ser pelo menos duas vezes pior sem o “efeito brasileiro”, como o Banco Mundial o descreveu.
Em 2020, mais de 4,7 milhões de latino-americanos que pertenciam à classe média passaram à vulnerabilidade devido às consequências econômicas da pandemia, segundo o Banco Mundial. Sem o programa de transferência de dinheiro estipulado no Brasil, conhecido como auxílio emergencial, esse número chegaria a 12 milhões de pessoas na região.
Se considerarmos as pessoas que atravessaram a linha da pobreza, segundo a definição do Banco Mundial, o impacto da medida de auxílio no Brasil fica ainda mais evidente. Surpreendentemente, a pobreza na América Latina e no Caribe diminuiu em 2020. De acordo com o Banco, pelo menos 400 mil pessoas entraram na faixa renda que qualifica como pobreza na região. Mas sem o auxílio emergencial no Brasil, o Banco estima que 20 milhões de latino-americanos teriam caído na pobreza no ano passado.