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Os Estados-nações estão destruindo o mundo. 'Biorregiões' são a resposta?

Da Ásia Meridional à Amazônia, comunidades buscam novas formas de governança que respeitem humanos e natureza

Os Estados-nações estão destruindo o mundo. 'Biorregiões' são a resposta?
There are many examples of bioregional governance, both old and new.
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Panchi nadiya pawan ke jhonke

Koi sarhad na inhe roke

Sarhadein insaano ke liye hai

Socho tumne aur maine kya paaya insaan hoke”


(Translation)

“Pássaros, rios e as rajadas de vento

Nenhuma fronteira pode detê-los

As fronteiras são para os humanos

Agora pense, o que ganhamos sendo humanos?"Javed Akhtar, Indian lyricist

Está se tornando cada vez mais óbvio que precisamos pensar juntos sobre os problemas da crise climática e das fronteiras. O colapso ambiental desloca milhões de pessoas todos os anos, enquanto os Estados respondem através da militarização de suas fronteiras, causando mais sofrimento e morte.

Não é por acaso que o colapso climático e as fronteiras dos Estados estão interligados. Historicamente, o Estado-nação nasceu de uma lógica que também via a natureza – e os povos colonizados – como coisas a serem conquistadas e dominadas. Agora, desde as regiões fronteiriças devastadas pela guerra da Ásia Meridional até a floresta amazônica, as pessoas estão questionando se a sustentabilidade pode ser alcançada através da estrutura de Estados-nação. Comunidades estão se voltando para outras formas de organizar a sociedade com base em visões de mundo e práticas indígenas que respeitam todos os humanos e a natureza.

Colonialismo, capitalismo e Estado-nação

Nos últimos 500 anos, as conquistas coloniais de vastas regiões da Terra pelas potências europeias e norte-americanas, baseadas na busca do lucro capitalista e no rápido desenvolvimento tecnológico, resultaram na dizimação de inúmeras culturas e comunidades. Isso inclui a morte de mais de 50 milhões de habitantes nativos no que posteriormente veio a ser conhecida como América Latina, fome devastadora na Ásia e na África causada por políticas impostas pelos colonizadores e a conversão de milhões de hectares de ecossistemas naturais em plantações comerciais, propriedades madeireiras, ou fazendas de gado para saciar as demandas dos consumidores da Europa e América do Norte.