Skip to content

Governos da América Latina, terra dos feminicídios, continuam fechando os olhos

A morte de Debanhi Escobar no México reacendeu a indignação pelos assassinatos de mulheres na região

Manifestantes com cartaz que lê: 'Diante da violência machista, defesa feminista'
A América Latina tem os piores índices globais de feminicídios
Published:

"Meus pais merecem a verdade." Essas foram algumas das últimas palavras de Debanhi Escobar, mexicana de 18 anos, filha única e estudante de criminologia.

Em 8 de abril, Debanhi saiu à noite com as amigas Saraí e Ivonne. Às 4h, as três amigas deixaram uma festa na Quinta Diamante, no estado de Nuevo León. Após discutirem, Saraí e Ivonne chamaram um carro do aplicativo de transporte DiDi para Debanhi, enquanto as duas partiram em outro veículo.

O motorista, Juan David Cuellar, afirma que Debanhi, que segundo ele estava bêbada e irritada com as amigas, pediu para descer do carro no meio do trajeto. Juan David parou no acostamento, pensando que Debanhi precisava vomitar, mas ela se recusou a voltar ao carro. O motorista tirou uma foto da jovem à beira da estrada e enviou para as amigas para informá-las que Debanhi estava sozinha, segundo conta. Entre a comunicação entre Juan David e as meninas, ele incluiu um áudio em que Debanhi repetidamente diz que seus pais precisam saber a "verdade".