Enquanto a Argentina, depois de uma longa luta feminista, celebra a legalização do aborto, Honduras está nos antípodas. Hoje, Honduras é o país latino-americano com as leis mais repressivas contra a medida. Na última quinta-feira (21), 88 parlamentares aprovaram a reforma que proíbe absolutamente o aborto.
Chamada de "escudo contra o aborto", a reforma do Artigo 67 visa evitar que o aborto seja legalizado no futuro em Honduras. A reforma surgiu em resposta ao imparável movimento feminista verde que busca defender os direitos da mulher e legalizar o aborto gratuito em todos os países da América Latina.
O aborto em Honduras é ilegal sob quaisquer circunstâncias, incluindo em casos de estupro, incesto e perigo para a saúde da mãe ou do feto. O Código Penal hondurenho afirma que "o aborto é a morte de um ser humano a qualquer momento durante a gravidez ou durante o parto". A proibição é tal que qualquer pessoa que auxilie uma mulher a fazer um aborto pode ser criminalmente acusada e encarcerada. O governo também proíbe o uso da pílula do "dia seguinte".