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Ativistas ambientais indígenas conquistam importante vitória no Equador

O Ministério do Meio Ambiente e Água do Equador reconheceu a terra de propriedade coletiva da comunidade indígena de San Isidro como Área de Proteção Hídrica. É uma vitória, depois de muitos anos de luta.

Porfirio Allauca (máscara azul) com líderes indígenas do MICC e CONAIE em San Isidro, província de Cotopaxi, Equador, novembr
Porfirio Allauca (máscara azul) com líderes indígenas do MICC e CONAIE em San Isidro, província de Cotopaxi, Equador, novembro de 2020
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A casa comunitária em San Isidro, nos Andes centrais do Equador, havia sido especialmente decorada para uma ocasião importante. Na parede externa, uma grande bandeira ostentava o arco-íris que celebra a organização indígena regional, Movimento Indígena e Camponês de Cotopaxi (MICC). No chão, do lado de fora, uma fogueira crepitava no centro de uma espiral cerimonial de flores roxas brilhantes. A ocasião: um encontro com líderes da Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE).

Na agenda: estratégias de como as comunidades indígenas de todo o país podem colaborar para proteger as paisagens sagradas e defender os direitos coletivos – trabalho com o qual os habitantes de San Isidro estão engajados há muito tempo. Dois dias depois, em 20 de novembro, eles comemoraram um marco em sua campanha e uma importante vitória do ativismo ambiental indígena em todo o país.

Após anos de organização e campanha, o diretor-regional do Ministério do Meio Ambiente e Água confirmou o pedido da comunidade: a terra que possuem coletivamente é agora formalmente reconhecida como Área de Proteção Hídrica (APH). Essa vitória não apenas oferece novos níveis de recurso legal, mas também cria um modelo a ser seguido por outras comunidades em sua tão necessária proteção de ecossistemas únicos.