A estratégia funciona, mas não significa que o estrategista seja inteligente, principalmente em um sistema pouco inteligente que está destruindo o planeta.
O presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, sabe monopolizar as notícias com suas declarações desprezíveis, comparando, por exemplo, Terras Indígenas demarcadas a doenças ("Se olharem o mapa do Brasil ... lembra quando a criança tava com catapora, o corpo todo tomado"), mantendo assim seu racismo, machismo e outras visões sociopatas vivos. A grande imprensa joga junto, ecoando ora de forma inerte e ora fingindo estar escandalizada com suas opiniões que, afinal, não passam de uma expressão desavergonhada do sistema global que as engendra.
O sistema precisa de seus Bolsonaros não só para fazer outros servos fiéis parecerem menos nocivos do que realmente são, mas também para desviar a atenção de verdades inconvenientes, como as evidências de que precisamos desesperadamente de um sistema social radicalmente diferente se quisermos prosperar ao lado de outras espécies neste planeta.