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Resistência Munduruku escancara a perversidade do sistema

Ao longo do rio Tapajós, indígenas da etnia lutam contra violações amparadas pela política extrativista vigente na Amazônia

Uma draga de mineração de ouro no rio Tapajós, Pará, Brasil
Uma draga de mineração de ouro no rio Tapajós, Pará, Brasil
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A estratégia funciona, mas não significa que o estrategista seja inteligente, principalmente em um sistema pouco inteligente que está destruindo o planeta.

O presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, sabe monopolizar as notícias com suas declarações desprezíveis, comparando, por exemplo, Terras Indígenas demarcadas a doenças ("Se olharem o mapa do Brasil ... lembra quando a criança tava com catapora, o corpo todo tomado"), mantendo assim seu racismo, machismo e outras visões sociopatas vivos. A grande imprensa joga junto, ecoando ora de forma inerte e ora fingindo estar escandalizada com suas opiniões que, afinal, não passam de uma expressão desavergonhada do sistema global que as engendra.

O sistema precisa de seus Bolsonaros não só para fazer outros servos fiéis parecerem menos nocivos do que realmente são, mas também para desviar a atenção de verdades inconvenientes, como as evidências de que precisamos desesperadamente de um sistema social radicalmente diferente se quisermos prosperar ao lado de outras espécies neste planeta.