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Mulheres Amazônicas se despedem de María Taant, sua irmã e 'jiboia' protetora

A liderança das Mulheres Amazônicas do Equador foi atropelada em 26 de março. Suas companheiras prometem continuar sua luta.

María Taant com pintura tradicional no rosto
Retrato de María Taant, cientista, guerreira cantora e protetora das Mulheres Amazônicas, em 2018 - Santiago Cornejo/Todos os direitos reservados
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A poluição da água, o derramamento de petróleo e a pobreza forçaram as Mulheres Amazônicas do Equador a deixar suas comunidades e protestar. Elas foram relegados e forçadas ao silêncio. Mas as repetidas marchas das mulheres de Puyo a Quito são agora uma demonstração de força coletiva e capacidade de organização política. Desde então, suas vozes ficaram mais altas e elas são reconhecidas como as verdadeiras defensoras da selva.

O catastrófico derramamento de 15,8 mil barris de petróleo está envenenando as águas dos rios Napo e Coca desde 7 de abril de 2020. A terra está doente, as crianças estão doentes. O câncer, em seus diversos tipos, vem aumentando, agredindo a pele e os órgãos, degradando a qualidade de vida dos povos indígenas.

A esta luta pela vida juntou-se a cientista Shuar María Taant, de Taisha, na província de Morona Santiago. Suas armas eram suas orações e canções, seu conhecimento sobre as plantas e a interpretação dos sonhos. Na sexta-feira, 27 de março, a Defensoria do Povo reconheceu María Taant e 46 outras mulheres como "resilientes e empoderadas" . Naquele mesmo dia, à noite, em um trágico acidente, María foi atropelada na estrada a caminho de casa. Da espiga caiu um grão. O luto se estende na memória de suas irmãs lutadoras.