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Como o FMI pode ajudar o Sul Global a combater a crise climática

Bilhões foram alocados para ajudar os países a combater a pandemia. O mesmo deve ser feito pela crise climática

Pessoas em frente ao logo da COP27
O Egito, anfitrião da COP27, diz que suas dívidas o impedem de tomar medidas climáticas
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As crises convergentes da dívida e climática estão atingindo os países do Sul Global, que contribuíram muito menos para as mudanças climáticas do que os do Norte Global.

O Egito, anfitrião da COP27, a principal conferência climática da ONU deste ano, afirma que as suas obrigações com a dívida externa estão limitando sua ação climática, já que 45% de sua receita é direcionada para o pagamento de empréstimos. O país está longe de estar sozinho – 53 outros também precisam de alívio imediato da dívida, de acordo com a ONU. O Fundo Monetário Internacional (FMI) também afirma que cerca de 60% dos países de baixa renda estão em ou perto de "sobreendividamento".

Medidas recentes impostas pelos bancos centrais nas economias avançadas estão tornando esses encargos da dívida ainda mais agudos. À medida que países como os EUA aumentam as taxas de juros para reduzir a inflação interna, torna-se ainda mais difícil para os países de baixa renda pagar suas dívidas externas, quanto mais investir em ações climáticas.