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Reforma eleitoral do presidente mexicano prejudica qualidade democrática

Polêmica política promovida por AMLO levou milhares a protestar contra o que consideram um atentado à democracia

Reforma eleitoral do presidente mexicano prejudica qualidade democrática
Milhares de manifestantes da oposição se reúnem para protestar contra as reformas eleitorais do partido governista na praça Zocalo, na Cidade do México, em 26 de fevereiro de 2023
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Com o INE ninguém mexe. Esse foi o lema dos protestos das últimas semanas no México, provocados pelas reformas propostas pelo presidente mexicano Andrés Mnauel López Obrador ao Instituto Nacional Eleitoral (INE).

Os manifestantes protestam contra o que AMLO, como é conhecido o presidente, chamou de "Plano B", reforma do corpo eleitoral aprovada no Senado em fevereiro que visa reduzir o orçamento e funcionários do INE, instituição que organiza as eleições no México. A proposta também flexibiliza alguns aspectos do protocolo eleitoral.

Desde que assumiu o poder, em 2018, AMLO acusa o INE de não ser um órgão imparcial e de permitir fraude eleitoral. Sob esses argumentos, o mandatário prometeu modificá-lo. Essa percepção do presidente é antiga e remonta às eleições de 2006, quando acusou as autoridades de lhe terem roubado a vitória ao usar o INE (então denominado IFE) para validar uma suposta fraude eleitoral. O órgão determinou que o então candidato perdeu as eleições por uma estreita margem de 250 mil votos. AMLO também não reconheceu sua derrota em 2012, novamente alegando que a autoridade do IFE tolerou fraude eleitoral.