Com o INE ninguém mexe. Esse foi o lema dos protestos das últimas semanas no México, provocados pelas reformas propostas pelo presidente mexicano Andrés Mnauel López Obrador ao Instituto Nacional Eleitoral (INE).
Os manifestantes protestam contra o que AMLO, como é conhecido o presidente, chamou de "Plano B", reforma do corpo eleitoral aprovada no Senado em fevereiro que visa reduzir o orçamento e funcionários do INE, instituição que organiza as eleições no México. A proposta também flexibiliza alguns aspectos do protocolo eleitoral.
Desde que assumiu o poder, em 2018, AMLO acusa o INE de não ser um órgão imparcial e de permitir fraude eleitoral. Sob esses argumentos, o mandatário prometeu modificá-lo. Essa percepção do presidente é antiga e remonta às eleições de 2006, quando acusou as autoridades de lhe terem roubado a vitória ao usar o INE (então denominado IFE) para validar uma suposta fraude eleitoral. O órgão determinou que o então candidato perdeu as eleições por uma estreita margem de 250 mil votos. AMLO também não reconheceu sua derrota em 2012, novamente alegando que a autoridade do IFE tolerou fraude eleitoral.