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6.402 'falsos positivos' na Colômbia em 7 anos: Quem deu a ordem?

Políticas do governo Uribe incentivaram o assassinato de civis colombianos para apresentá-los como baixas do conflito com as Farc.

Um pair de botas de borracha em baixo de uma pia
As botas de borracha viraram símbolo dos falsos positivos na Colômbia, porque os agentes estatais calçavam suas vítimas com o sapato associado às Farc - AngélicayPunto/CC BY-NC-SA 2.0
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As botas pretas de borracha – ou botas Macha ou Venus, como são conhecidas na Colômbia – tornaram-se o símbolo de um dos capítulos mais sombrios da história do país: os chamados "falsos positivos".

Em 12 de fevereiro, a Jurisdição Especial para a Paz (JEP), por meio da Ordem 033 de 2021, anunciou que, entre 2002 e 2008, 6.402 civis colombianos foram vítimas desse crime. Isso equivale a cerca de mil assassinatos por ano, durante sete anos. Uma figura escandalosa.

Mas o que é um falso positivo? Em sua descrição jurídica, representa uma “morte apresentada ilegalmente pelo Estado como baixas do conflito”. Mesmo que o conceito seja, infelizmente, mais do que familiar para os colombianos, não é tão claro fora do país.