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Não há como votar pelos direitos das mulheres nas eleições presidenciais do Peru

País conhecido por esterilizações forçadas escolherá entre dois candidatos "anti-gênero" no segundo turno das eleições de junho

Mulheres com a perna manchada de vermelho
Marcha feminista de 2016 em Lima contra Keiko Fujimori, uma dos dois candidatos que disputarão a presidência no segundo turno de junho - Carlos Garcia Granthon/Pacific Press/Alamy Live News
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A retórica anti-mulheres permeou a política eleitoral nacional no Peru, país conhecido por sua política de esterilizações forçadas em massa de mulheres pobres indígenas há 20 anos.

“Deus criou o homem para ser o rei, o profeta e o sacerdote de sua casa. E nenhuma mulher tem o direito de privar um homem do papel que Deus lhe deu”, disse recentemente a rica pastora evangélica Milagros Aguayo, uma das fundadoras da 'Con Mis Hijos No Te Metas' (Não se meta com meus filhos, em tradução livre), movimento conservador e 'anti-gênero' que surgiu em 2017 e se espalhou pela América do Sul.

Aguayo conquistou uma cadeira no Congresso do Peru no mês passado, assim como Alejandro Aguinaga, ex-ministro da Saúde do presidente Alberto Fujimori no final da década de 1990 e um dos perpetradores da notória campanha de esterilização forçada do Peru.