Com apenas 19,07% dos votos, o sindicalista e professor Pedro Castillo (Peru Libre) venceu o primeiro turno das eleições presidenciais no Peru no último domingo, 11 de abril, mostrando que o verdadeiro vencedor foi a fragmentação política em um pleito que apresentou nada menos que 18 candidatos. Os peruanos consolidaram a polarização no país ao levar a ex-deputada de direita Keiko Fujimori (Fuerza Popular) ao segundo turno. A filha do ex-ditador Alberto Fujimori, que cumpre pena de 25 anos de prisão por violações dos direitos humanos, obteve 13,37% dos votos.
Os candidatos que terminaram em terceiro e quarto lugares não ficaram muito atrás. O ultraconservador Rafael López Aliaga (Renovación Popular) e o economista neoliberal Hernando de Soto (Avanza País) obtiveram 11,69% e 11,60%, respectivamente. Isso significa que mais de 70% dos peruanos votaram em alguém que não será o presidente do Peru. No entanto, Castillo foi o vencedor em 16 das 24 regiões do país. Fujimori, acusada de lavagem de dinheiro, venceu nas oito províncias restantes. Mais de 15% dos peruanos votaram nulo ou em branco.
No dia 6 de junho, os peruanos retornarão às urnas no que será uma batalha eleitoral entre a esquerda radical e a direita autoritária.