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Túmin: a moeda que desafia o capitalismo no México

Pessoas em todo o país usam cada vez mais o Túmin para apoiar negócios locais e desafiar capitalistas monopolistas

Mão oference Túmin
Notas de Túmin de Chiapas - Clara Haizlett
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No sul do México, Itzel Castro passa boa parte do dia atrás do balcão de uma pequena loja de artesanato em uma colorida rua lateral. Ela dá as boas-vindas aos clientes enquanto eles exploram as prateleiras cheias de comida, livros e acessórios. Quando os clientes pagam, Castro oferece troco – não em pesos, mas em Túmin.

Túmin, que significa dinheiro entre os indígenas da etnia Totonaca, é uma moeda alternativa que surgiu em Veracruz, no México, em 2010. Do tamanho de um cartão de crédito, as notas de Túmin são impressas com ilustrações coloridas que variam de estado para estado. Cada nota de Túmin equivale a um peso, um minuto de trabalho ou até um dólar americano. É uma unidade de câmbio e uma moeda que vem em notas de 1, 5, 10 e 20.

Castro trabalha na Túmin Tienda em San Cristóbal de las Casas, no estado de Chiapas. É um espaço dedicado ao apoio aos produtores locais e à conscientização sobre a moeda. Castro vende sua farinha e queijos caseiros na loja. Ela é uma das dez túministas que abriram o espaço no mês passado – fazendo dela uma das mais de 350 vendedoras que usam a moeda na cidade, de cerca de 2,5 mil em todo o país.