Acuado pelas pesquisas de intenção de voto que apontam a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva já no primeiro turno das eleições, Bolsonaro e seu governo aprofundam suas táticas fascistas, que vão desde a mentira deliberada até o assédio jurídico, passando, claro, pela violência verbal.
Ciente de que vai perder as eleições, Bolsonaro e os militares de seu governo vêm jogando suspeição sobre o sistema eleitoral que o elege há mais de 30 anos, em relação ao qual ele nunca havia apresentado nenhuma queixa. A acusação é de que as urnas eletrônicas podem ser fraudadas.
Além disso, Bolsonaro tem espalhado nos grupos bolsonaristas no WhatsApp e no Telegram, grupos que não podem ser escrutinados por serem mídias sociais fechadas, que se o atual presidente não conquistar 70 milhões de votos é porque as eleições foram fraudadas. Detalhe: Bolsonaro foi eleito com 57,7 milhões de votos nas eleições passadas. Ou seja, ele não vai poder, nem poderia jamais, ter 70 milhões de votos — principalmente em uma eleição em que consistentemente aparece atrás de Lula.