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Defender os defensores: precisamos mudar a conversa

O ano de 2020 deixou três importantes lições que podem orientar o trabalho de defesa daqueles que defendem nossos direitos e o meio ambiente no novo ano.

Mulheres indígenas protestam contra estupro de menina da comunidade Embera pelo exército, em Bogotá, Colômbia, junho de 2019
Mulheres indígenas protestam contra estupro de menina da comunidade Embera pelo exército, em Bogotá, Colômbia, junho de 2019
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No início de março de 2020, pouco antes de que as notícias sobre a pandemia do novo coronavírus dominassem as manchetes de todo o mundo, o relator especial das Nações Unidas sobre a situação dos defensores dos direitos humanos, Michael Forst, apresentou um relatório ao Conselho de Direitos Humanos sobre uma pandemia mortal na Colômbia: os defensores dos direitos humanos, especialmente aqueles que defendem seu território e o meio ambiente, estavam morrendo em níveis alarmantes devido a taxas descontroladas de violência, ameaças e impunidade descontrolada.

Meses depois, com as quarentenas em vigor e o número de mortes aumentando, um relatório da Global Witness chamou a Colômbia de marco zero da violência contra defensores do meio ambiente. O mesmo documento também estabeleceu que dos países mais mortais para a defesa dos direitos ambientais no mundo, cinco estavam na América Latina.

Segundo o relatório, "mais de dois terços dos assassinatos de defensores dos direitos humanos ocorreram na América Latina". Os assassinatos em Honduras aumentaram de quatro em 2018 para 14 em 2019, o que o torna o país com o maior aumento percentual. Na Amazônia, 33 defensores foram assassinados, 90% deles no Brasil.