Se é verdade que a democracia engendra internamente seus próprios inimigos, podemos afirmar categoricamente que um deles - e dos mais perigosos à vida democrática - é a imprensa que age deliberadamente com desonestidade intelectual a fim de prejudicar agentes ou partidos políticos que contrariem os interesses políticos e econômicos de seus donos.
Este é o caso da imprensa hegemônica brasileiro e seu tanto histórico quanto patológico antipetismo (a permanente campanha de difamação do Partidos dos Trabalhadores e de desumanização de seus dirigentes e parlamentares, principalmente, Luís Inácio Lula da Silva). Aliás, as histórias do PT e de Lula podem ser contada inclusive a partir de sua difamação por parte da imprensa de direita, uma vez que o partido já nasce difamado por veículos de comunicação cujos donos enriqueceram bastante durante as mais de duas décadas de ditadura militar, que criaram Bolsonaro, entre outros monstros.
Em função do antipetismo, a imprensa hegemônica brasileira (imprensa de direita) converteu a “Lava Jato” — uma organização política e criminosa de extrema —direita envolvendo setores do Judiciário e do Ministério Público que recorreu à lawfare e ao desrespeito flagrante do Estado Democrático de Direito — em “salvadores da nação”. O antipetismo também fez com esta mesma imprensa ajudasse a converter o golpe parlamentar contra Dilma Rousseff em ação legítima. Em momentos assim, em que agentes dos três poderes se associam de modo a tirar criminosamente o mandato de uma presidenta eleita, o que se esperaria de uma imprensa realmente livre e democrática era a defesa da verdade. Mas, no caso da imprensa brasileira, a opção foi pela mistificação e pela desinformação em favor dos golpistas. Entre estes, estava Bolsonaro, que se destacou por ter dedicado seu voto a favor do impeachment ao torturador de Dilma Rousseff, Brilhante Ustra.