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Os incêndios ambientais no Chile vão além das mudanças climáticas

As chamas que vêm devastando florestas inteiras também são causadas pelo reflorestamento com espécies não nativas

Plantação de eucaliptos diante de vacas pastando
Plantação de eucalipto na região de Araucanía, uma das mais afetadas pelos incêndios catastróficos no Chile - Ivan Konar/Alamy Stock Photo
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O Chile volta a arder em chamas. Em 22 de fevereiro, o país registrava 266 incêndios ativos, mostrando que a tragédia ainda está em curso. Nas últimas duas semanas, os incêndios já fizeram 25 vítimas fatais, afetaram mais de 7 mil pessoas e destruíram mais de 2 mil casas na região centro-sul do país. De acordo com a Corporação Nacional de Florestas (Conaf), encarregada de monitorar o avanço do fogo, 25% dos focos foram intencionais.

Gabriel Boric, presidente chileno, deu ordem para acelerar a entrega de moradias emergenciais, antes do início do inverno. Da mesma forma, o Serviço Nacional de Prevenção e Resposta a Desastres do Chile (Senapred) solicitou a evacuação de quatro setores na província de Concepción devido ao avanço de vários incêndios.

A situação é complexa – e as causas múltiplas. Entre elas estão a seca prolongada de mais de dez anos que assola o país, as altas temperaturas, os ventos fortes, a redução da distância entre as áreas urbanas e as florestas e até a intencionalidade.