Líderes da aldeia Waorani de Miwaguno, na província equatoriana de Orellana, apresentaram uma ação judicial climática contra a PetroOriental SA, uma subsidiária da China National Petroleum Corporation (CNPC) e da China Petrochemical Corporation (SINOPEC). As lideranças indígenas argumentam que os impactos da queima e da liberação de gás durante a extração de petróleo são "uma violação contínua e persistente dos direitos humanos e da natureza".
O caso, lançado em dezembro, também está sendo trazido pela Federação Internacional de Direitos Humanos (FIDH), a ONG Acción Ecológica, organização membro da FIDH no Equador, e a União dos Atingidos pela Chevron-Texaco (UDAPT). A PetroOriental SA opera o bloco 14 de exploração de petróleo, parte do qual fica no Parque Nacional Yasuní, onde os subprodutos do gás são emitidos e queimados a partir de chaminés. Essas práticas, chamadas de queima (flaring, em inglês) e ventilação, são comuns na indústria, mas controversas porque contribuem para as mudanças climáticas e a poluição do ar local. O Banco Mundial, que pretende acabar com a queima de gás no mundo até 2030, estima que o fluido emita mais de 400 milhões de toneladas de CO2 equivalente anualmente.
A PetroChina, uma subsidiária da estatal CNPC, é a 12ª maior emissora corporativa de CO2 e de metano do mundo, de acordo com o projeto Carbon Majors do Climate Accountability Institute. Cerca de 3% de suas emissões vêm diretamente da queima e da ventilação de gases.