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A nova Constituição chilena: primeiro rascunho

A campanha que busca rejeitar o documento no referendo de 4 de setembro vem surtindo efeito, produzindo crescente desconfiança

A nova Constituição chilena: primeiro rascunho
Em setembro, os chilenos irão às urnas votar contra ou a favor da nova Constituição - Matias Basualdo/ZUMA Wire/Alamy Live News
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Em 4 de setembro, os chilenos terão duas opções nas urnas: aprovar ou rejeitar o novo texto constitucional que visa substituir a atual Constituição escrita durante a ditadura de Augusto Pinochet.

Mas, como sabemos, plebiscitos nunca se restringem a apenas o que é pedido na cédula. Como em tantas outras votações, as duas opções contêm muito mais.

O referendo constitucional é resultado de um acordo político transversal que procurou canalizar a explosão social de outubro de 2019. Essa mobilização social sem porta-vozes, sem organização ou lista de demandas, emitiu uma mensagem clara de crítica à elite chilena e, sobretudo, à política dos últimos 30 anos.