Em 4 de setembro, os chilenos terão duas opções nas urnas: aprovar ou rejeitar o novo texto constitucional que visa substituir a atual Constituição escrita durante a ditadura de Augusto Pinochet.
Mas, como sabemos, plebiscitos nunca se restringem a apenas o que é pedido na cédula. Como em tantas outras votações, as duas opções contêm muito mais.
O referendo constitucional é resultado de um acordo político transversal que procurou canalizar a explosão social de outubro de 2019. Essa mobilização social sem porta-vozes, sem organização ou lista de demandas, emitiu uma mensagem clara de crítica à elite chilena e, sobretudo, à política dos últimos 30 anos.