O Brasil foi bastante ambicioso na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP26), em Glasgow, no início de novembro. Reduzir as emissões pela metade. Acabar com o desmatamento ilegal até 2030. Atingir a neutralidade de carbono até 2050.
Observadores se mostraram mais do que céticos, dada a propensão do presidente Jair Bolsonaro em dispensar, se não mesmo impedir, quaisquer tentativas de conter o desmatamento na Amazônia. Sob sua vigilância, o Brasil tornou-se o país com a mais significativa perda de floresta primária no mundo.
Vários focos de calor na Amazônia, muitos surgindo desde o fim da COP26, só provaram mais uma vez a lacuna enorme que há entre as promessas ambientais do Brasil e suas ações.