A campanha presidencial frente às eleições de 2 de outubro vem sendo marcada pela presença ubíqua de violência no Brasil — simbólica e física. Diante da preocupação, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu temporariamente diversas flexibilizações de compra de armas de fogo devido ao "risco de violência política" no país.
As restrições foram impostas após pedidos de diferentes partidos políticos para limitar o alcance de decretos do presidente Jair Bolsonaro que facilitam o acesso a armas no Brasil. Analistas acreditam que as ações também visam impedir atos de incitação ao discurso de ódio de Bolsonaro, que usou os atos institucionais do bicentenário da independência do Brasil como plataforma para sua campanha, convocando o Exército e seus apoiadores. Para muitos, as atitudes de Bolsonaro no 7 de setembro aprofundam o clima de violência política no país.
O aumento do clima de medo no Brasil levou a Humans Right Watch (HRW) a se posicionar.