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Sem apoio popular, Bolsonaro aposta na violência para ser reeleito

O presidente brasileiro dá indícios de que não deve aceitar os resultados de outubro. Mas tem força política para dar um golpe?

Bolsonaro acena a apoiadores
A aprovação do governo Bolsonaro se manteve ao redor de 30% durante todo seu mandato
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A volatilidade de Jair Bolsonaro diante das eleições de 2 de outubro deixa o Brasil em alerta. Os brasileiros parecem oscilar entre a confiança em suas instituições democráticas, que vêm freando as ações antidemocráticas do presidente, e o medo de que tente interferir nas eleições ou de que rejeite o resultado.

A campanha eleitoral começou oficialmente neste mês, dando lugar a debates e pronunciamentos públicos que nada fizeram para amenizar a preocupação. Em sua entrevista ao Jornal Nacional, em 22 de agosto, Bolsonaro se recusou a afirmar que aceitará os resultados de outubro. "Serão respeitadas as das urnas desde que as eleições sejam limpas e transparentes", respondeu ao ser perguntado se assume "um compromisso eloquente de que vai respeitar o resultado das urnas seja ele qual for".

Em seguida, Bolsonaro argumentou que uma investigação do PSDB em 2014 concluiu que as urnas eletrônicas – que o presidente ataca constantemente desde que ficou claro que sua chance de superar Luiz Inácio Lula da Silva é remota – não são auditáveis. No entanto, o próprio PSDB determinou que não houve fraude naquelas eleições, quando Aécio Neves perdeu para Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT).