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‘Sempre acharão um jeito de cruzar': as crianças que traficam pessoas

Com poucas oportunidades na fronteira, muitos jovens encaram o trabalho perigoso, mas bem pago, do tráfico humano

Graffiti no muro da fronteira EUA-México
Graffiti no muro da fronteira EUA-México - Mike Hardiman/Alamy Stock Photo
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Aviso: este relato contém descrições de violência.

Luís

Trabalhei com muitas coisas. Já fui instalador de cabos de internet e eletricidade. Trabalhei em obras e vendi roupas no centro da cidade. Uma vez até ajudei a derrubar um morro com uma daquelas máquinas enormes que você usa para cavar buracos.

Comecei a procurar emprego aos 14, talvez 15 anos. Não estudava – não fazia nada – e não queria perder tempo. Eu queria comprar coisas para mim. A primeira coisa que comprei foi um par de tênis e algumas roupas. Eu dei o resto do dinheiro para minha mãe. Sempre que eu recebia, dava um pouco para La Jefa – minha mãe – e o que sobrava eu ​​gastava no que queria.