Embora os números não sejam definitivos, os confrontos entre o Exército de Libertação Nacional (ELN) e grupo dissidente das ex-Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), em 2 de janeiro, deixaram um rastro de sangue e milhares de deslocados em Arauca, departamento na fronteira com a Venezuela. Em 6 de janeiro, 27 mortes haviam sido confirmadas, incluindo civis.
As notícias não surgiram através da mídia tradicional, mas através das redes sociais. Desde 1º de janeiro habitantes locais vinham usando o Twitter para pedir ao Estado, especialmente ao presidente Iván Duque, que agisse sobre a situação em Arauca, particularmente a dos civis que tiveram que deixar suas casas para fugir do fogo cruzado.

Em 2 de janeiro, dia em que os combates se intensificaram, a Frente de Guerra Oriental do ELN divulgou um comunicado no qual acusava a 10ª Frente de dissidentes das FARC, liderada por um ex-guerrilheiro desmobilizado de codinome Arturo Paz, de promover o tráfico de drogas na região. "Nos encontramos na necessidade de defender os territórios", insistem em seu comunicado.