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A luta contra o racismo e o uso da violência nos EUA e no Brasil

A violência, até certo ponto, deu agência política aos negros nos Estados Unidos, enquanto a não-violência manteve seus pares brasileiros ocultos, em segundo plano e em grande parte ignorados. Español English

A luta contra o racismo e o uso da violência nos EUA e no Brasil
Homem carrega uma bandeira do Brasil manchada de vermelho nas costas durante a 14º Marcha da Consciência Negra em São Paulo
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O grande debate desta semana parece girar em torno dos tumultos, motins e o uso da violência nos protestos contra a violência policial nos Estados Unidos prejudica, o que parece revoltar as pessoas muito mais do o problema em questão, o assassinato de George Floyd e o racismo sistêmico que o tornou possível. Muitos se perguntam se a desordem ajuda ou prejudica a causa. A resposta é complexa e delicada, mas a violência, até certo ponto, deu agência política aos negros nos Estados Unidos, enquanto a não-violência manteve seus pares brasileiros ocultos, em segundo plano e em grande parte ignorados.

A forma como os Estados Unidos e o Brasil lidaram com suas populações descendentes dos africanos que trouxeram como escravos para construir suas colônias e enriquecer suas elites foi muito diferente. Os Estados Unidos pertencem ao grupo de nações que optaram por segregar os negros, estabelecendo leis racistas, mas apoiadas pela Constituição.

O Brasil, por outro lado, estabeleceu teses acadêmicas duvidosas – que remontam ao século XIX, mesmo antes da escravidão ser proibida – de apoio o branqueamento racial, em um esforço de eliminar as características e os genes africanos do acervo genético brasileiro através da miscigenação.