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A volta da esquerda ao governo da América Latina

A viabilidade de uma alternativa latino-americana mais autônoma e soberana seguirá dependendo das escolhas feitas pelo Brasil

Gabriel Boric and Alberto Fernández posam juntos em Buenos Aires
A esquerda e as forças progressistas estão sendo chamadas de volta ao governo de vários países importantes da América Latina
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“Qualquer país ou povo que se comporte bem, pode contar com nossa amizade cordial. Se a nação demonstra que ela sabe agir com razoável eficiência e decência nos assuntos sociais e políticos, se ela sabe manter a ordem e paga suas dívidas, ela não precisa ter medo da interferência dos Estados Unidos. Um mau comportamento crônico, ou uma impotência que resulte no afrouxamento dos laços de civilidade social, podem requerer, na América ou em qualquer outro lugar do mundo, a intervenção de alguma nação civilizada, e no caso do Hemisfério Ocidental, a adesão dos Estados Unidos à Doutrina Monroe, pode forçar os Estados Unidos a exercer um poder policial internacional, mesmo que seja relutantemente.”

Theodore Roosevelt, discurso feito no Congresso Americano, em 6 de dezembro de 1904, cit. In, Pratt, W.J. A History of United States Foreign Policy, Prentice Hall, Buffalo, 1955, p: 417