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O aborto legal é um direito, não um privilégio

Em 11 de dezembro, a Câmara dos Deputados da Argentina aprovou o projeto de interrupção voluntária da gravidez. É um grande passo em direção à descriminalização do aborto na América Latina.

Manifestantes exigem a legalização do aborto na Argentina em 2018
Manifestantes exigem a legalização do aborto na Argentina em 2018
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De acordo com o Global Abortion Policies Database da Organização Mundial da Saúde (OMS), o acesso ao aborto na América Latina é restrito e cada país tem suas próprias condições e vetos que tiram das mulheres a capacidade de decidir livremente sobre seus corpos e seu futuro.

É por isso que o vídeo de centenas de mulheres reunidas na praça do Congresso argentino acenando com lenços verdes e celebrando ao ouvir a votação final do projeto de lei, que busca dar livre acesso à interrupção voluntária da gravidez até a 14ª semana de gestação, se tornou viral nas redes sociais. E também gerou uma nova onda de esperança entre milhares de mulheres latino-americanas que sonham com o aborto seguro como um direito.

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O projeto recebeu 131 votos a favor e 117 contra, após um debate de 20 horas. Nas próximas semanas, terá que ser votado no Senado para aprovação final.