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Os assassinatos de líderes sociais aterrorizam a Colômbia

Apenas nos primeiros quatro meses do ano, já são quase 60 lideranças perdidas, elevando o total desde o Acordo de Paz para 1.279

Protestante com faixa que lê 'SOS Colômbia'
Fotoholica Press Agency/Alamy Stock Photo
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A apenas um mês e meio do fim do governo de Iván Duque, a violência sistemática contra líderes sociais na Colômbia continua aumentando. Apesar dos apelos das Nações Unidas e da preocupação das populações dos territórios mais atingidos, o governo continua negligenciando o problema, que representa uma violação dos direitos humanos.

Segundo dados do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento e a Paz (Indepaz), até 19 de abril, 52 líderes sociais haviam sido assassinados apenas este ano. Esse número aumenta para 1.279 o total de líderes sociais assassinados na Colômbia desde a assinatura do Acordo de Paz, em 2016. Desses, 945 foram mortos durante o governo Duque.

O mandato do atual presidente também é marcado pelos assassinatos de ex-combatentes das FARC, signatários do acordo. Em 2022, já são 14, elevando o total de assassinatos desde a assinatura do acordo a 313.