A apenas um mês e meio do fim do governo de Iván Duque, a violência sistemática contra líderes sociais na Colômbia continua aumentando. Apesar dos apelos das Nações Unidas e da preocupação das populações dos territórios mais atingidos, o governo continua negligenciando o problema, que representa uma violação dos direitos humanos.
Segundo dados do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento e a Paz (Indepaz), até 19 de abril, 52 líderes sociais haviam sido assassinados apenas este ano. Esse número aumenta para 1.279 o total de líderes sociais assassinados na Colômbia desde a assinatura do Acordo de Paz, em 2016. Desses, 945 foram mortos durante o governo Duque.
O mandato do atual presidente também é marcado pelos assassinatos de ex-combatentes das FARC, signatários do acordo. Em 2022, já são 14, elevando o total de assassinatos desde a assinatura do acordo a 313.