Em comparação com outros países da América Latina, a Costa Rica está indo muito bem. Suas políticas estão alinhadas com o que é necessário para limitar o aquecimento climático a 1,5°C, embora suas metas de redução de carbono precisem de algumas melhorias.
No rescaldo da COP26, a Costa Rica se encontra em uma excelente posição. Após a COP25, o país foi um dos 36 que aderiram aos princípios de San José, que visam garantir que “integridade ambiental, regras contábeis robustas, evitação de dupla contagem e ambição” determinem os regulamentos em torno dos mercados de carbono.
O Plano Nacional de Descarbonização do país tem metas mais ambiciosas do que as do Acordo de Paris para 2030 e 2050. Além disso, o governo apresentou uma Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) atualizada para as reduções de emissões globais em dezembro de 2020 e estipulou metas ambiciosas de mudança climática nos últimos dez anos. Se seguir o caminho atual das NDCs, o governo alcançará a neutralidade de carbono em 2085. No entanto, se implementar todas as políticas mencionadas em seu Plano Nacional de Descarbonização, poderia fazê-lo até 2050 – que é o que o governo do país deseja fazer.