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A defesa ideológica da democracia não funciona na América Latina

Na região que continua sendo a mais desigual e violenta do mundo na era democrática, a defesa das instituições precisa de nova retórica

Cartaz de Fidel Castro
Cartaz anunciando uma missa para orar pela saúde de Fidel Castro em Bogotá, na Colômbia, em janeiro de 2007
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A cada dois anos, Latinobarómetro realiza seu relatório sobre a saúde democrática das nações latino-americanas e, pesquisa após pesquisa, nos mostra que o apoio à democracia na região é baixo.

O relatório de 2020 não é diferente. A confiança na democracia despencou no Equador e na Colômbia, caiu em tantos outros países, como Venezuela, Panamá e Argentina, e aumentou em uma longa lista que inclui Brasil, El Salvador e Guatemala, países com presidentes acusados ​​de crescente autoritarismo.

Embora o relatório seja desanimador, não é surpreendente. Os últimos 24 anos de pesquisas do Latinobarómetro nos mostram que os latino-americanos nunca apoiaram fortemente a democracia. A chave para melhorar e encontrar formas mais eficientes de proteger nossas instituições democráticas pode estar no porquê.